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A imagem de Tiger Woods

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Estranho acidente com o golfista que recebe US$ 100 milhões ao ano em patrocínio levanta questões para os seus apoiadores

Acidente acabou transformando o golfista em um fenômeno de marketing e sucesso nas buscas

Um Cadillac Escalade que bateu em uma árvore e pronto. Um dos maiores endossadores de produtos do mundo caiu na mídia e o mundo do marketing passou a discutir o seu valor e credibilidade na hora de apoiar uma marca.

Claro que a pendenga do golfista Tiger Woods ganhou mais tom do que deveria porque o caso teria sido maior do que simplesmente um carro batido, enveredando até, segundo alguns sites de fofocas, para um caso dele uma outra mulher, o que teria ocasionado uma briga entre o casal. Sua esposa, a sueca Elin Nordegren, chegou a dizer ao The Times que ele havia ingerido álcool e drogas antes do acidente.

Woods tem acordo de patrocínios com Nike, Gillette, Accenrture, AT&T, Gatorade e American Express, em um total de US$ 100 milhões por ano, segundo a Forbes.

Coincidentemente, Woods tinha um patrocínio de oito anos com a General Motors, que se encerrou no final de 2008. Ele recebia US$ 8 milhões por ano para recomendar a marca Buick, que tinha vendas de 400 mil por ano em 1999, quando Woods se tornou garoto-propaganda, mas que caiu para 180 mil em 2007. Certamente, não seria bom para uma marca de carros ver seu patrocinado envolvido em um acidente… de carro.

A Gillette, por sua vez, enfrenta um problema triplo. Além do caso do golfista, ela precisa enfrentar crises com seus dois outros patrocinados. Thierry Henry se tornou vilão após utilizar a mão em um lance que rendeu a classificação da França para a Copa do Mundo, e que até hoje é motivo de revolta na Irlanda, que foi eliminada, e em diversos outros países. E o tenista Roger Federer manchou sua reputação com protestos exagerados quando perdeu as finais do torneio US Open, em setembro.

No final das contas, a Gatorade foi a única marca que retirou o patrocínio ao golfista. Em comunicado, a empresa não relacionou o fim do apoio ao fato em si e alegou um foco maior em inovação de produtos em detrimento da linha de produtos que detinha com Woods.

Em fevereiro deste ano, quem se envolveu em uma grande confusão foi o nadador Michael Phelps, que assistiu a uma foto sua em que fumava maconha circulando o mundo. A princípio, seus patrocinadores Speedo, Omega, Visa e Pure Sports saíram em sua defesa, mas Kellogg e Subway mantiveram um incômodo silêncio. No final das contas, a Kellogg cortou o patrocínio, que envolvia até a foto do atleta em embalagens do seu produto, alegando que ele tinha decepcionado seus fãs e que seu comportamento “não tinha a ver com a imagem da empresa”. A Subway continuou, mas deixando Phelps na geladeira. Em julho de 2009, voltou com uma campanha com o atleta.

Alguns indícios mostram que o público não tem ligado muito para essas questões quando a performance do atleta é boa. O maior exemplo é jogador de basquete Kobe Bryant, que teve problemas de ordem conjugal há alguns anos, mas que já voltou a ter a camisa mais vendida da NBA. Qual era exatamente o seu problema? Sei lá, ninguém lembra mais.

No caso de Woods, pelo menos alguém tem o que comemorar. A CEO do Yahoo Carol Bartz afirmou: “Deus abençoe Tiger Woods”. Explica-se: a busca por notícias sobre o acidente e as demais questões que afetaram o golfista superou até o buzz causado pela morte de Michael Jackson, o que ajudou em muito nos cliques em publicidade de buscas.

Fonte: M&M Online

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