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Telecom deve aumentar segmentação

Classes D e E são as menos atingidas

Num mercado em que 80% dos brasileiros ainda utilizam o serviço pré-pago, Caetano Notari, diretor de consultoria de negócios da Ericsson, apresentou, durante o “Telecoms Loyalty & Retention 09”, no último dia 14, um estudo realizado pela companhia que analisou as melhores estratégias para o segmento.

Transmitir em uma campanha valores como honestidade e confiança é mais eficiente do que focar em inovações tecnológicas. “Em nossa pesquisa com a baixa renda, por exemplo, detectamos a palavra ‘sacanear’ em várias das entrevistas realizadas. Eles acreditam que são enrolados pelas operadoras”, disse Notari. O vice-presidente do Gallup Brasil, Gustavo Oliveira, concorda com Notari. “Há casos de propagandas que atingem o pico de vendas, mas não se sustentam por causa da decepção da entrega”, observou.

Notari ainda comentou que as atuais ações de comunicação das operadoras estão distantes das classes D e E, fato que colabora para que esse público fique desassistido. O executivo também disse que a estratégia para atingir nichos deverá crescer 15% ao ano. “Essa é uma das estratégias na qual as operadoras devem investir cada vez mais”, disse Notari.
Segundo Oliveira, a publicidade está perdendo espaço para a viralização instantânea. “A crise fez o boca-a-boca aumentar sua relevância na persuasão dos clientes, pois o poder da propaganda caiu”.

Já Rafael Turk, responsável pelos eventos transacionais da Claro, apresentou formas de fidelizar clientes por meio da excelência no desenvolvimento de novos produtos e serviços. “O Brasil está se aproximando da maturidade no segmento de telecomunicação móvel, com um público cada vez mais exigente. Por isso, é necessário criar serviços ‘sob medida’”, comentou Turk.

A gerente de inteligência competitiva e pesquisa da TIM, Luciana Marquez, apresentou o trabalho que é desenvolvido pela operadora para antecipar os movimentos do mercado. “Identificamos targets interessantes que vão desde os que usam muita tecnologia até os desinteressados. Nosso plano de marketing para o desenvolvimento de produtos e serviços se baseia nesses segmentos”, afirmou Luciana.

Fonte: Propmark. Por Juliana Welling e Maria Fernanda Malozzi

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